A semana que se seguiu foi um verdadeiro campo de batalha silencioso entre Louis e Niall. Rafaela, sem perceber a disputa entre os dois, apenas se divertia com a atenção que recebia. Niall continuava a levá-la para passeios inesperados, enquanto Louis a mimava com presentes e gestos carinhosos. Para ela, tudo parecia natural, mas para os outros, especialmente Harry, Sarah, Liam e Zayn, a tensão crescia a cada dia.

 

O ápice da rivalidade veio no fim de semana, quando Niall convidou Rafaela para uma festa na praia. O clima estava perfeito – o céu estrelado refletia-se no mar calmo, e uma fogueira no centro da areia aquecia todos ao redor. Músicas animadas tocavam ao fundo, mas para Rafaela, tudo parecia girar em torno do momento que compartilhava com Niall. Eles estavam sentados próximos à fogueira, os olhos brilhando na luz laranja das chamas. Niall a olhava com uma intensidade que fez seu coração acelerar.

 

 

Você é especial para mim, Rafa. Ele disse, segurando delicadamente a mão dela. Eu nunca quis tanto acertar como quero com você.

 

 

O coração de Rafaela se aqueceu com aquelas palavras. Ela sorriu e desviou o olhar por um momento, sentindo-se vulnerável diante da sinceridade dele. Mas antes que pudesse responder, percebeu que seus copos estavam vazios.

 

 

Vou pegar mais bebidas para a gente. Ela disse, levantando-se com um sorriso.

 

 

Caminhou até o bar improvisado, pegou as bebidas e voltou para onde havia deixado Niall. Mas ao se aproximar, o que viu fez seu mundo desmoronar.

 

Niall estava nos braços de outra mulher. E pior… ele estava beijando-a. Rafaela congelou no lugar, incapaz de acreditar no que seus olhos viam. O peito apertou, as mãos tremiam, e sem pensar duas vezes, ela girou nos calcanhares e saiu correndo pela praia, lágrimas escorrendo pelo rosto.

 

Louis, que observava tudo de longe, não hesitou. Caminhou determinado até Niall e o puxou pelo colarinho da camisa, afastando-o bruscamente da mulher.

 

 

Que diabos você fez?! Louis rosnou, os olhos faiscando de raiva.

 

 

Niall, ainda atordoado, ergueu as mãos.

 

 

Eu… ela me beijou! Eu nem tive tempo de reagir!

 

 

Você estava com Rafaela há poucos minutos! Você acabou de machucá-la, Niall! Você tem ideia do que acabou de fazer?! — Louis disse transtornado.

 

 

O tom de Louis era furioso, e sua paciência, inexistente. Niall, por sua vez, sentia-se culpado, mas o orgulho e a frustração falaram mais alto.

 

 

Eu não fiz de propósito, Louis! Você age como se nunca tivesse cometido erros!

 

 

Louis não pensou duas vezes antes de empurrá-lo com força. Niall revidou, e logo os dois estavam trocando socos furiosos. O barulho da confusão fez todos ao redor se afastarem, formando um círculo em torno da briga.

 

Harry, Liam e Zayn correram para separá-los. Harry segurou Louis, enquanto Liam e Zayn tentavam conter Niall, que ainda tentava se soltar para revidar.

 

 

Parem com isso! Harry gritou, entre ofegos. Vocês vão se matar por quê? Pelo orgulho?

 

 

Louis, respirando com dificuldade, ainda olhava para Niall com raiva.

 

 

Não. Pela Rafaela. Porque ela não merece isso.

 

 

Niall abaixou a cabeça, o peso da culpa finalmente o atingindo em cheio.

 

Enquanto isso, Rafaela estava longe dali, com o coração partido e a certeza de que nunca mais confiaria em Niall da mesma forma.

 

 

 

 

 

 

 

 

Rafaela chegou em casa com o coração despedaçado. O que era para ter sido uma noite especial se transformou em uma dor que ela não sabia se conseguiria superar. Seu peito doía, os olhos ardiam de tanto chorar, mas ela sabia o que precisava fazer. Sem hesitação, abriu o armário e começou a tirar suas roupas, jogando-as na mala com pressa.

 

Enquanto arrumava suas coisas, ouviu passos apressados no corredor. Antes que pudesse reagir, Sarah entrou no quarto, ofegante, com o rosto cheio de preocupação. Assim que viu Rafaela, seus olhos encheram-se de lágrimas, e ela simplesmente a envolveu em um abraço apertado. Rafaela desabou. Chorou como nunca, os soluços escapando sem controle, enquanto Sarah apenas segurava sua amiga, transmitindo todo o apoio que conseguia.

 

Depois de um longo tempo, Sarah se afastou apenas o suficiente para segurar os ombros de Rafaela e olhar nos olhos dela.

 

 

Você não precisa fazer isso sozinha. Se você for embora, eu vou com você.

 

 

Sarah, você não precisa... — Rafaela disse surpresa.

 

 

Preciso sim! Você é minha melhor amiga, e eu não vou te deixar passar por isso sozinha. Vou arrumar minhas malas também. Vamos voltar para Londres juntas.

 

 

Sem mais discussão, Sarah saiu apressada para seu quarto. Rafaela se sentiu imensamente grata por ter uma amiga como ela.

 

Pouco depois, Louis e Harry apareceram para ajudar. Louis pegou sua mala sem dizer nada, apenas oferecendo um sorriso reconfortante, enquanto Harry verificava se estava tudo pronto para a partida. O clima era de urgência, mas também de proteção. Eles não deixariam Rafaela enfrentar mais sofrimento ali.

 

Quando estavam prontos para sair, caminharam até a porta com suas malas, mas foram surpreendidos por Niall, que apareceu desesperado. Seu olhar estava carregado de culpa e arrependimento.

 

 

Rafa, por favor... me deixa falar com você!

 

 

Antes que ele pudesse se aproximar mais, Harry e Sarah se colocaram à frente dela. Sarah foi firme ao estender a mão e bloquear seu caminho.

 

 

Chega, Niall. Você já fez o suficiente. Deixa-a ir.

 

 

Niall tentou argumentar, mas Harry reforçou:

 

 

Não agora, cara. Você precisa respeitar a decisão dela.

 

 

Sem saída, Niall apenas assistiu, impotente, enquanto Rafaela saía sem olhar para trás. Sarah entregou as chaves da casa para Liam, que observava a cena em silêncio.

 

 

Cuide de tudo por aqui, por favor. Vocês podem ficar até o fim das férias.

 

Liam assentiu, entendendo o que aquilo significava. Eles não voltariam.

 

Rafaela, Sarah, Harry e Louis seguiram direto para o aeroporto, onde um jato particular já os aguardava. Enquanto o avião decolava, Rafaela olhou pela janela, sentindo o peso do que havia deixado para trás, mas também um alívio por estar cercada das pessoas que realmente a amavam. Era um novo começo, mesmo que seu coração ainda doesse.


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