Pov de Liam

 

 

 

Às duas da tarde, já estava em frente à casa da Alexs. O cheiro do “defunto” que tinha dado carona para ela na escola ainda estava por lá, o que me irritou de imediato. Me aproximei da porta tentando escutar algo, mas só ouvia Alexs respirando fundo enquanto alguém teclava em um computador. Coloquei a mão na maçaneta e, antes de entrar, ouvi uma voz tagarela me provocar.

 

 

 

— Payne, entrando assim na casa dos outros? Que feio! — Louis provocou, me acompanhando.

 

 

 

— Não enche, Tomlinson, já sou praticamente de casa. — Respondi, impaciente.

 

 

 

— Às vezes, você age como um cachorro de guarda.

 

 

 

— E isso seria... por quê?

 

 

 

— É que, quando se trata da Alexs, você tem essa mania de rosnar. — Disse ele, rindo.

 

 

 

— Cala a boca, cara! — Revirei os olhos e entrei na casa.

 

 

 

Subimos as escadas em direção ao som das teclas. Não hesitei e entrei direto no quarto da Alexs, encontrando-a adormecida na cama, enquanto o “defunto” estava ao seu lado, mexendo no notebook. Meu sangue ferveu instantaneamente.

 

 

 

— Que diabos é isso? — Disse, exaltado. — O que você está fazendo aqui?

 

 

 

Com meu grito, Alexs acordou num susto, quase caindo da cama.

 

 

 

— Que gritaria é essa? — Disse, meio sonolenta.

 

 

 

— O que esse defunto está fazendo no seu quarto e na sua cama? — Perguntei, sem esconder minha irritação.

 

 

 

Josh já estava em pé, com um olhar apreensivo.

 

 

 

— Ele está me ajudando com umas pesquisas. — Ela bufou, claramente impaciente. — Precisava invadir minha casa desse jeito?

 

 

 

— Alexs... — Josh começou a dizer, se afastando de mim. — Tire o “cachorro” daqui, agora.

 

 

 

— Seu... — Avancei em direção a ele, mas, antes que pudesse fazer algo, senti alguém me segurar e me derrubar na cama.

 

 

 

De repente, me vi deitado e Alexs em cima de mim, seus lábios pressionados aos meus com intensidade. Surpreendido, me vi completamente imerso naquele beijo, a ponto de esquecer do “defunto” por um segundo.

 

 

 

— Agora está mais calmo? — Ela perguntou, ainda ofegante.

 

 

 

— Mas... o quê? — Tentei entender o que tinha acabado de acontecer.

 

 

 

— Não estamos sozinhos. — Ela olhou para Louis, que observava a cena em choque. — Se controla, tá? — Disse ela, passando a mão pelo meu rosto. Fechei os olhos por um instante, relaxando com seu toque.

 

 

 

Quando percebeu que eu estava calmo, ela finalmente me soltou.

 

 

 

— Então, Josh, por que não leva o notebook para a sala? — Sugeriu ela. — Temos alguns trabalhos para terminar por aqui.

 

 

 

— Claro, qualquer coisa é só chamar. — Ele pegou o notebook e saiu, fechando a porta atrás dele.

 

 

 

Assim que ficamos sozinhos, Louis suspirou, sarcástico.

 

 

 

— Que foi isso, Payne? Ficou maluco?

 

 

 

— Não se mete, Tomlinson — Respondi, um pouco contrariado.

 

 

 

— Doce como um limão. — Ele respondeu, revirando os olhos.

 

 

 

Nos ajeitamos na cama para terminar os trabalhos. Para ser sincero, eu já tinha feito a minha parte e entregado a Louis, mas qualquer desculpa para ficar por perto dela era válida. Trabalhamos por cerca de duas horas, até que finalmente finalizamos as três tarefas.

 

 

 

— Quer ajuda com o treino? — Louis perguntou, de repente.

 

 

 

— Ainda estamos nisso? — Alexs fez uma cara de quem não queria ir.

 

 

 

— O treinador foi claro. Você tem que estar pronta para o campeonato. — Toquei sua mão para encorajá-la.

 

 

 

— Mas nem chuteira eu tenho! — Ela fez manha.

 

 

 

— Ah, sabia disso. Então comprei uma pra você. — Louis respondeu, tirando uma caixa da sacola e entregando a ela.

 

 

 

Ela abriu o presente e deu um sorriso lindo ao ver a chuteira preta com detalhes em rosa.

 

 

 

— É linda, Louis! — Disse ela, animada, dando um abraço apertado e um beijo na bochecha dele. — Obrigada!

 

 

 

— Tá, tá, agora vamos treinar logo. Eu ainda tenho coisas para fazer. — A puxei delicadamente, tirando-a do colo de Louis.

 

 

 

Ela foi até o closet e logo voltou com a chuteira nos pés. Fomos para o quintal, onde passamos a tarde treinando. Ela pegou as instruções rapidamente, e até Louis surpreendeu com suas habilidades no esporte. Quando o sol começou a se pôr, finalmente decidimos entrar.

 

 

 

Foi aí que o “defunto” surgiu do nada.

 

 

 

— Que horas sairemos? — Ele perguntou de longe.

 

 

 

— Vou tomar um banho e comer alguma coisa rápida, e já saímos.

 

 

 

— Não vai esperar o Styles?

 

 

 

— Não tenho tempo para esperar. — Respondeu ela, subindo as escadas. Quando passou por mim, segurei seu braço.

 

 

 

— E onde você pensa que vai?

 

 

 

— Desde quando preciso te dar explicação, Payne?

 

 

 

— E o “Lobão”, não vai mais me chamar assim? — Perguntei, tentando soar brincalhão.

 

 

 

— Tempos diferentes. — Ela revirou os olhos, claramente irritada.

 

 

 

— Não revira os olhos pra mim. — Murmurei, aproximando-me mais. — Eu sou seu compa...

 

 

 

— Ok! Não me lembra disso o tempo todo! — interrompeu. — Não tive muita escolha, certo?

 

 

 

— Quanto mais gente, melhor, certo? — Louis comentou, tentando aliviar a tensão.

 

 

 

— Não quero te colocar no meio, Lou. Vai que acontece alguma coisa...

 

 

 

— Amigo é pra essas horas, Alexs. Tô sem nada para fazer mesmo. — Ele disse, com um sorriso tranquilo.

 

 

 

— Certo. Vocês dois, tomem um banho. Nos encontramos na sala em quinze minutos.

 

 

 

Eu sabia que nada do que eu dissesse mudaria as coisas, então apenas fui pegar minhas coisas e encontrei um quarto para tomar um banho rápido.

 

 


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