► Essa fanfic eu estou escrevendo com minha miguxa Chelly18, espero que gostem! ◄
Passado
Minha vida nunca foi fácil, meus pais me mandaram pro Canadá quando eu tinha apenas 10 anos, por notarem que eu era uma criança diferente. Por ser muito inteligente, com a ajuda do melhor amigo dele, acabei indo estudar por lá.
Nos primeiros anos foram tudo flores, eles me tratavam como filha, Justin era como um irmão, muito carinhoso, ele me ajudava com tudo, eu era muito feliz, pena que as coisas começaram a mudar quando entrei na adolescência.
Justin se tornou ciumento e por isso eu não tinha amigos, pois ele sempre dava um jeito de colocar eles pra correrem até que não entendendo o que estava acontecendo ele acaba se declarando pra mim e foi aí que entendi suas atitudes.
Hoje eu entendo a maior besteira que fiz em minha vida, mas naquela época eu era apenas uma adolescente apaixonada que acreditava fervorosamente no que o meu primeiro amor me dizia e me fazia. Justin era muito abusivo e isso o tornava cada vez mais agressivo. Ele dizia que fazia as coisas por medo de me perder, até que completei 16 anos ele me pediu em casamento.
Nem preciso dizer em como nossos pais ficaram com a notícia, não é? Eles estavam felizes com essa união, pensei que isso seria muito bom, quem sabe o casamento mudaria Justin, talvez com o casamento ele não se sentisse tão ameaçado, então eu aceitei o seu pedido.
Eu ainda estava no colégio, pensei que demoraria um pouco até de fato casarmos, mas em 3 meses já estávamos casados. Eu queria que fosse algo simples, pois não sou de ostentar o que tenho, mas em se tratando da família Bieber que são o oposto de mim, imaginem como não foi esse casamento? Um verdadeiro evento.
Não gostei nada de tanta atenção, mas o que eu poderia fazer? Lua de mel só não foi perfeito porque Justin sempre estragava nossa noite com alguma briga. Eu o amava, mas que amor resiste a tanta briga? Até que com sete meses de casados o nível de ciúmes dele ultrapassou todos os limites. Natal na casa dos pais dele, era pra ser uma reunião perfeita entre nossas famílias, mas um amigo dele do hospital bebeu demais naquela noite e tentou me beijar a força, foi o que bastou pra Justin acabar com o cara na porrada.
Eu sabia o que me aguardava quando chegássemos em nossa casa e o pior aconteceu. Foi o tempo de chegar e tomar um banho, eu nem havia trocado de roupa ainda, ele começou a discutir comigo, mesmo sabendo que eu não tinha culpa, eu nunca dava motivo pra ele brigar comigo, mas o ciúmes o cegava. Saí do quarto, eu não queria ouvir suas ofensas, mas assim que chegamos ao fim do corredor ele me segurou pelo braço e começou me bater, ao tentar me afastar dele virei meu pé e despenquei escada a baixo.
Quando me vi rolando a escada, achei que era o meu fim, mas acordei 4 dias depois no hospital toda quebrada e pra minha surpresa, minha família agia normalmente. De início achei que eles estavam assim por conta de eu ter acabado de acordar, mas assim que Justin entrou no quarto eu tive a certeza de que eles não sabiam o que havia acontecido, ou estavam disfarçando muito bem.
Justin me tratou "normal", com uma preocupação que eu nunca vi na vida. Assim que fiquei sozinha com minha mãe eu lhe contei o que havia acontecido, mas pra minha surpresa ela começou a dizer que eu estava enganada, de que a batida na cabeça me fez inventar coisas, de que eu era a vida de Justin e que nunca ele levantaria a mão pra mim.
Serio mesmo de que ele com toda a sua perfeição fez a cabeça da minha família ao ponto deles não acreditarem em mim? Assim que voltamos pra casa eu ainda fiquei um bom tempo longe do hospital e para meu desespero Justin contratou uma enfermeira pra cuidar de mim e quando ele aparecia ele me tratava friamente.
Quando finalmente tirei o gesso da minha perna, voltei aos poucos com as atividades do dia a dia e fui percebendo algo estranho entre ele e a enfermeira que ele contratou, eles trocavam olhares estranhos, mas preferi ficar calada e ver até onde tudo isso iria. Um mês havia se passado e tudo continuava na mesma, até que um dia entrando no escritório os flagrei juntos, era apenas um beijo, mas foi o que bastou pra todo aquele sentimento que ainda restava dentro de mim morrer por completo.
Eu só queria ficar o mais longe possível dele, mas a cada conversa sobre divórcio era motivo pra ele ficar violento comigo, até que vendo que eu não tinha solução, pois eu não tinha nem o apoio da minha família, eu tive que apenas esperar, pois o que eu poderia fazer? Eu só tinha 16 anos, estava casada com um psicopata e ainda nem tinha terminado o colégio!
Foram 2 anos de espera que valeram a pena, pois nesse tempo juntei o máximo de dinheiro que eu consegui, arranjei documentos falsos para uma nova vida e simplesmente no momento certo com a ajuda de Ronan eu fugi, consegui a minha liberdade.
"Te amo. Com todas as letras, palavras e pronúncias. Em todas as línguas e sotaques. Em todos os sentidos e jeitos. Com todas as circunstâncias e motivos. Simplesmente, te amo."
❦
Passei tanto tempo tentando protegê-la, eu a queria só pra mim e me irritava do fato de homens a desejá-la, mesmo ela sendo uma mulher casada e ver Josh tocando-a, fez meu sangue ferver. Não vi mais nada na minha frente e fui pra cima sem pensar nas consequências.
Assim que o deixei desmaiado no chão, peguei minha esposa e fomos pra casa, eu não queria papo com ninguém no momento. O que eu teria que fazer pra afastar esses caras?
Depois de nossa briga e sua queda pela escada eu me apavorei com o fato dela me deixar. Ao vê-la desacordada entrei em pânico, então não pensei duas vezes e liguei para a emergência e enquanto eles não chegavam fui fazendo os primeiros procedimentos.
Quatro dias depois, ela finalmente acordou e eu só queria poder levá-la pra casa e cuidar dela. O tempo foi passando e sua recuperação foi lenta e foi nesse período que constatei que era um homem fraco. Eu estava abalado, muito fragilizado com a frieza com que ela me tratava e acabei encontrando um pouco de consolo com a enfermeira que contratei para cuidar da minha esposa.
Ser flagrado por ela não estava nos meus planos e depois de mais uma discussão eu preferi sair e esfriar a cabeça, eu estava muito nervoso, então peguei as chaves do meu carro e saí batendo a porta e fui em direção ao meu carro, fui direto pra uma boate no centro, se eu ficasse mais um segundo naquela casa, eu acho que eu a mataria na porrada, quem ela pensa que ela é pra me exigir alguma coisa? Eu tentava dar o meu melhor, mas isso ela não enxergava.
Chegando na boate fui direto para o bar, pedi a bebida mais forte e virei em um só gole. Olhei para o lado e vi umas vadias que estavam dançando próximas a uma mesa, uma delas sorria maliciosa para mim, eu me aproximei dela e começamos a dançar, eu não demorou para que eu ficasse completamente bêbado.
_ Que tal irmos para um lugar mais reservado? - Eu disse enquanto a puxava pelo braço.
Ela apenas sorriu e nos guiou pelo lugar, saímos e fomos direto para um condomínio próximo ao lugar, uma linda mansão, onde constatei que ela não morava sozinha, havia várias mulheres.
Depois de foder essa garota e mais algumas vadias, resolvi ir pra casa ficar com meu Amor.
"O problema não são as cicatrizes. O problema é olhar para elas e lembrar de quem as deixou."

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