Pov de Animal
Estar no meio desse inferno não é brincadeira, não tenho um minuto de sossego. Eu estava na casa de Louis assistindo um filme qualquer quando meu celular começou a tocar. Pelo toque eu já sabia que era a patroa... Foda-se, não estava afim de olhar pra cara dela.
Me irrita o fato dela ter entrado na minha vida, tudo era mais tranquilo, eu tinha uma vida perfeita ao lado do meu melhor amigo, mas depois que meu pai descobriu sobre os meus sentimentos por ele, tudo mudou e ele me obrigou a ficar com a Perrie.
Eu me sentia muito mal ter que ficar com ela na frente dele, mas o que eu poderia fazer? Meu pai estava metido com coisas erradas e eu só tinha que obedecer, pois o pai de Liam era policial e estava em cima do meu pai. Quando tudo foi revelado e o senhor Payne tinha um mandato de prisão contra meu pai, ele não pensou duas vezes e caiu na estrada com a família e fugimos. O odiei tanto por me arrancar assim sem poder se quer me despedir dele.
Já estressado, deixei meu celular em cima do sofá e saí pra caminhar um pouco, eu só queria paz. Eu estava caminhando pelas ruas frias de Paris, com o vento frio batendo em meu rosto. Me vi pensando na época em que eu e Liam costumávamos andar pelas ruas, rindo e brincando como dois idiotas inseparáveis. Aquelas lembranças me fizeram sorrir, mas também trouxeram uma dor no coração.
Me lembrei de como tudo mudou quando descobri que o pai de Liam era o policial que estava atrás do meu pai, que era um mafioso. Me lembro de quando Liam veio correndo até mim, o rosto cheio de lágrimas, contando que minha família teria que fugir.
Nunca esqueceria o olhar triste de Liam quando me despedi e fui embora. Eu e minha família simplesmente desaparecemos, deixando Liam sozinho em uma cidade que nunca mais seria a mesma.
Me pergunto o que Liam estaria fazendo agora. Será que ele ainda estaria vivo? Será que ele teria encontrado uma vida nova em algum lugar, longe daquela vida bosta que ele tinha com pai dele? Eu nunca soube a resposta para essas perguntas, mas ainda carregava a amizade e o amor no coração.
Me permiti sorrir novamente, lembrando de todas as vezes que nos divertíamos juntos. Me lembrou das noites em que ficávamos acordados até tarde, jogando videogame e conversando sobre nossas esperanças e sonhos, mas agora eu estava sozinho, com a cidade fria e vazia ao meu redor. Suspirei, sabendo que nunca esqueceria Liam e sua amizade, mas também sabendo que teria que seguir em frente, sem saber se algum dia veria meu amigo e primeiro amor novamente.
Depois de caminhar por uma hora, acabei voltando pra casa do Louis, eu precisava acordar cedo pra resolver alguns problemas já que Louis não gosta de colocar a mão na massa. Acordei as 7 horas da manhã e corri pra minha casa, eu precisava me arrumar.
Oito horas eu já estava pronto, dentro do carro rumo ao galpão do centro, um lugar que gosto de levar alguns "amigos" pra brincar. Assim que cheguei fui direto para o subsolo, eu estava ansioso para começar a festa. Ao chegar vi Santoro sentado em uma cadeira, amarrado e todo arrebentado, provavelmente estava desmaiado.
_ Ele falou alguma coisa? - Perguntei para Bernardo que estava sentado vendo algo no celular.
_ Não senhor. - Ele disse deixando o celular de lado e vindo em minha direção.
_ Acorde-o. - Eu disse indo até a mesa e pegando um soco inglês e colocando entre meus dedos.
Nisso, Bernardo pegou um balde de água e jogo no cara fazendo-o dar um grito e a resmungar.
_ Hey princesa... - Eu disse debochadamente me aproximando dele. - Finalmente acordou... Mas e aí, vai me dizer pra onde vocês levaram a minha carga ou terei que brincar com você antes? - Eu disse ajeitando o soco inglês.
_ Eu já disse que não sei de nada! - O cara disse aos berros.
_ Não foi isso o que as câmeras registraram...
Assim que eu disse isso, Bernardo ligou a TV e mostrou a cena do idiota junto com outros caras interceptando o caminhão, mataram o motorista e levaram o caminhão na normalidade.
_ E aí? Lembrou ou vai me dizer que tem um irmão gêmeo? - Eu disse pegando em seu rosto e fazendo-o me olhar.
_ Está no galpão leste! O lugar é do senhor Durand...
_ E pra quem ele pretende vender as minhas armas?
_ Eu não sei, juro...!
Nisso eu lhe dei um soco fazendo-o cuspir um dente. Ele ainda ficou enrolando pra dizer o que eu tanto queria, até que depois de muito apanhar ele finalmente disse o que eu queria saber.
_ Bernard.
_ Sim, senhor.
_ Termine o serviço e suma com o corpo. Depois vá pessoalmente com alguns homens atrás do carregamento. Estou contando com você.
_ Pode deixar senhor.
Saí de lá e fui direto pra casa, eu precisava marcar uma reunião com todos os líderes, algo estava muito errado e eu queria saber o que era.

0 Comments:
Postar um comentário