Pov de (seu nome)



A noite estava incomumente silenciosa quando a mansão da Anciã começou a tremer levemente, como se um presságio sombrio estivesse se aproximando. Os servos e guardas da mansão corriam de um lado para o outro, preparando-se para uma batalha iminente. Haviam rumores sobre uma invasão, mas ninguém esperava que fosse tão rápida.



Os recém-criados avançavam com uma velocidade e ferocidade alarmantes. Eles atravessaram as defesas externas da mansão como uma onda imparável, seus olhos brilhando com uma fome insaciável. Em poucos minutos, os portões foram derrubados, e o barulho de combates ecoava pelos corredores.



No salão principal, a Anciã estava rodeada por seus conselheiros e guerreiros. Todos estavam prontos para lutar, mas a expressão em seus rostos traía a incerteza e o medo.



— Como eles estão avançando tão rápido? — Perguntou um dos conselheiros, os olhos arregalados de incredulidade.



Antes que alguém pudesse responder, as portas do salão foram arrombadas e os recém-criados invadiram, suas presenças ameaçadoras enchendo o ar com uma tensão palpável. E então, do meio da multidão de vampiros, Victor apareceu, um sorriso vitorioso estampado em seu rosto.



— Pare, Victor! — Ordenou a Anciã, sua voz firme e autoritária. — O que está fazendo é insano! O motivo para tanta destruição é pequeno e egoísta.



Victor apenas riu, sua expressão de triunfo se intensificando.



— Pequeno? Egoísta? Você não faz ideia do que está em jogo aqui. — Disse ele, seu tom cheio de desdém.



Antes que a Anciã pudesse responder, o salão foi envolto em uma escuridão ainda mais profunda. Uma figura imponente apareceu na entrada, a presença dele fazendo com que até os recém-criados recuassem um pouco. Era Gerard, o primeiro vampiro, o rei do submundo.



A Anciã ficou paralisada por um momento, a compreensão finalmente iluminando seus olhos.



— Então, é isso. É por isso que você quer tanto a (seu nome). Ela é filha do rei dos vampiros. — Disse a Anciã, sua voz tremendo levemente com a revelação.



Mais essa agora, não bastava eu ser filha de um velho doido, ele tinha que ser o rei dos vampiros? Gerard avançou lentamente, cada passo dele carregado de uma autoridade esmagadora. Ele olhou para Victor com uma expressão de desapontamento e raiva controlada.



— Dei um jeito de afastar aquele que seria a sua ruina minha filha... - Ele disse olhando para os rapazes. - Mas você cometeu o mesmo erro... Você traiu sua própria espécie por causa de uma obsessão. Não merece a misericórdia que está implorando.



— Eu não pedi nada disso! - Eu disse aos berros. - Só quero poder "viver" em paz com quem eu amo! - Eu disse começando a chorar.



A Anciã, recuperando sua compostura, deu um passo à frente, sua voz agora cheia de autoridade renovada.



— Gerard, por favor, acabe com isso. Deixe-nos viver em paz.



Gerard olhou para a Anciã, seus olhos antigos e sábios. Ele assentiu levemente.



— Eu não tenho intenção de destruir mais do que já foi destruído. Quero apenas a minha primogênita ao lado de quem eu mais confio para assumir o meu lugar.



Com um movimento rápido e preciso, Gerard se aproximou de Harry, pegando-o pelo pescoço e levantando-o do chão. Harry tentou lutar, mas estava claro que ele não tinha chance contra o primeiro vampiro. Os rapazes avançaram pra tentar impedir o velhote, mas tudo em vão, um por um foram indo parar na parede do salão.



— Sua sede de poder trouxe apenas destruição, Gerard. Agora, você enfrentará a justiça que merece.



A anciã foi pra cima de Victor, mas ele foi mais rápido e com um gesto final, quebrou o pescoço dela jogando seu corpo ao chão. Os recém-criados, vendo a anciã caída, começaram a avançar. Agora a merda estava feita, a anciã estava morta, a única que podia nos ajudar.



— A partir de hoje, a paz será restaurada. (seu nome) estará sob minhas ordens. — declarou Gerard, sua voz ecoando pelo salão. - Disse Gerard jogando Harry do outro lado da sala.



Eu, a filha do rei dos vampiros, estava destinada a uma vida de infelicidade e poder. Enquanto Gerard estivesse vivo ele não iria parar de nos infernizar.


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