Pov de Alexandra

 

 

 

 

Como a vida nem sempre coopera, era hora de voltar à escola. Eu sabia que, cedo ou tarde, encontraria Liam novamente. Admito que uma parte de mim temia esse reencontro, mas, sinceramente, preferia encarar do que fugir.

 

 

 

Levantei-me, fiz minha rotina matinal e me preparei para sair. Tudo o que eu queria era um dia sem o Styles atrás de mim, mas, ao entrar na sala, lá estava ele, observando fixamente um ponto na parede.

 

 

 

 

— Bom dia. — Disse ele, desviando o olhar para mim.

 

 

 

— Bom dia, Styles. — Respondi, seguindo direto para a cozinha para preparar algo rápido.

 

 

 

— E você vai para onde tão cedo? — Ele perguntou, vindo atrás.

 

 

 

 

— Escola, caso não saiba. Ainda sou uma adolescente que precisa estudar para se formar e, quem sabe, ser alguém na vida.

 

 

 

 

— Que humor, hein?

 

 

 

 

— Poupe-me das perguntas óbvias. E a propósito, o que seus amigos descobriram?

 

 

 

 

— Nada que precise se preocupar por enquanto.

 

 

 

 

— Por que todo mundo anda me escondendo coisas?

 

 

 

 

— Talvez para te proteger.

 

 

 

 

Mudei de assunto, sem paciência para discussões.

 

 

 

 

— E você, o que vai fazer hoje?

 

 

 

 

— Preciso me encontrar com o conselho, então vou fazer uma rápida viagem. Estarei de volta à noite. Ah, não se preocupe, Josh estará com você... e temos o Liam, então está tudo sob controle.

 

 

 

 

— Já disse que não preciso de uma babá. — Repliquei, tentando manter o tom calmo.

 

 

 

— Não achou que eu a deixaria sozinha com um “psicopata” à solta, né?

 

 

 

 

Sabendo que o diálogo podia escalar para uma briga, fingi indiferença, terminei meu café da manhã e me preparei para sair. Mal coloquei o pé para fora, vi um rapaz alto e sorridente esperando do lado de fora.

 

 

 

 

— Bom dia, senhorita...

 

 

 

 

— Só Alexs, por favor! E bom dia. — Respondi, sorrindo timidamente. — Você deve ser o Josh, certo?

 

 

 

 

— Exatamente. — Disse ele, com um aperto de mão firme.

 

 

 

 

Fomos até o Camaro preto estacionado em frente. Ele abriu a porta para que eu entrasse, gentil e educado. No caminho, conversamos sobre coisas triviais, nos conhecendo um pouco mais. Josh era reservado, mas eu tinha a impressão de que isso mudaria com o tempo — pessoas muito quietas me deixam inquieta.

 

 

 

 

Em pouco tempo, chegamos à escola. Despedi-me rapidamente de Josh e entrei, tentando evitar Liam a todo custo. Distraída pelos corredores, fui surpreendida por alguém que me abraçou de lado, animado.

 

 

 

 

— Ahhhh, você veio! — Exclamou Louis, visivelmente empolgado. — Achei que tinha me abandonado!

 

 

 

 

— Não, só tive alguns probleminhas pessoais. Perdi muita coisa?

 

 

 

 

— Duas provas e temos três trabalhos para entregar: história, biologia e química.

 

 

 

 

— Nós?

 

 

 

 

— Incluí você nos nossos trabalhos para não ficar sem nota.

 

 

 

 

— E tem mais alguém?

 

 

 

 

— Sim, o Liam. Ele apareceu e perguntou se você estava no trabalho, já que são amigos, então... E ele não te avisou?

 

 

 

 

— Não o vi a semana toda.

 

 

 

Louis me olhou com curiosidade.

 

 

 

 

— Achei que vocês tinham... algo a mais.

 

 

 

— Eu e Liam somos complicados. Nem tente entender. — Disse, sorrindo para disfarçar.

 

 

 

 

Entramos na sala de física, e eu logo percebi que teria que correr atrás do conteúdo perdido. Enquanto seguíamos para os fundos da sala, vi Liam ao lado da janela, o olhar distante, até que nossos olhares se cruzaram por um segundo. Ignorei o arrepio inesperado e me sentei ao lado de Louis, que, por sorte, ocupava a outra metade da carteira dupla. Senti o olhar de Liam sobre mim durante toda a aula, e até o professor precisou chamar a atenção dele duas vezes por estar distraído.

 

 

 

 

No fim da aula, Louis me ajudava a entender uma fórmula complicada quando o sinal finalmente tocou. Guardei rapidamente minhas coisas e, antes que ele pudesse me deter para mais conversas, segui direto para a sala de artes. Era uma das aulas que menos me atraía. Eu gostava de desenhar, mas não aguentava a pressão da professora Parker, sempre exigente e perfeccionista com o trabalho dos alunos.

 

 


Próximo

0 Comments:

Postar um comentário